A ÚNICA MANEIRA DE VENCER UMA CORRIDA É CORRER SOZINHO é uma videoinstalação que investiga a experiência do deslocamento urbano a partir da relação entre corpo, velocidade e fluxo coletivo.
O vídeo foi captado com uma câmera fixada ao corpo do artista durante deslocamentos realizados nos horários de pico (7h30 até 08h30 e 17h30 até 18h00) pela linha ferroviária que conecta diferentes municípios da região metropolitana de Porto Alegre. Ao longo de 34 quilômetros e 19 estações, atravessando Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo, o registro desloca a perspectiva habitual do passageiro e transforma o percurso cotidiano em matéria audiovisual. Posteriormente, esse conjunto de imagens foi editado, deslocado de seu contexto original e reincorporado a um dispositivo expositivo (denominado de TERMINAL). A experiência individual do artista é, assim, confrontada com a dimensão massiva e repetitiva da mobilidade metropolitana, evidenciando as tensões entre deslocamento individual e circulação coletiva, entre experiência subjetiva e infraestrutura urbana.
O artista se desloca sozinho com uma câmera presa ao corpo dentro de um sistema concebido para o deslocamento coletivo.
A experiência individual é depois transformada em uma imagem que volta a ser apresentada ao público em um terminal que pode ser posicionado, inclusive, em umas das plataformas de trem.
A ÚNICA MANEIRA DE VENCER UMA CORRIDA É CORRER SOZINHO.
Videoinstalação, 70 × 70 × 200 cm, televisão CRT 10", fones de ouvido, vídeo, 2010.
A ÚNICA MANEIRA DE VENCER UMA CORRIDA É CORRER SOZINHO.
Detalhe da videoinstalação, televisão CRT 10".