DIANA (2016)
Quando era criança Diana percorria o bairro coletando insetos e desmanchando pequenos acúmulos de poeira. A cada fase de vida transcorrida, Diana inquietava sua Continuidade do Próprio Existir. Para ela tudo é trama, tecido e nó. Com o púbis ereto, em posição de ataque, ela coordena e conquista a costa manobrando o quadril. Ela poderia ser puramente tropical, entretanto impulsiona ar frio em direção ao flanco Oeste. Diana não pode perceber, pois está aqui, vertendo no agora rajadas ascendentes de ar quente. Ela estuda longos textos sobre si mesma. Ela vaza oxigênio enquanto desmembra o passado. Analisa perfis de tempestades ancestrais e de velhos ciclones do litoral. Caça um si que já não é mais ela.