ABISMO BRANCO 2 (2015)


Se fizermos uma retrospectiva chegaríamos à conclusão que estamos próximos de uma  implosão do conhecimento sobre os cânones greco-romanos. Enquanto Bruno Latour pisa em ovos, chegamos a tempo de ver o reverso da vida no Atlântico. A tempo de testemunhar mais uma canalhice joyciana. Os olhos de Van Neumann brilham. Ele sabe que construiu um dispositivo letal que acabou não matando ninguém (mentira). Van Neumann sumiu. Reascendeu em milhares de planos. Dentro de sua variedade própria. Cristalizada. Naturalizada. O senhor Neumann parte de algo estabelecido. Parte daquilo dito essencial. Ele é, assim como Tesla, iludido com a possibilidade da vida em outros planetas. Sem um Ford T, sem um alfaiate e sem a torre Eiffel, Tesla possui a capacidade de modificar a própria aparência. Van Neumann descobriu que só conseguia desenhar objetos quadridimensionais altamente reativos a estímulos. Isso é considerado uma excelência técnica dentro de determinados grupos artísticos em Katahaka, Japão. Entretanto os prazos para terminar seus dispositivos métricos são curtos. Ele não quer ir além. Não pode ir além. São trechos que se auto narram de maneiras metafóricas e com conceitos agressores críticos. No sistema capitalista do final do século XIX, a viagem de Tesla, para encontrar a sutileza da magia e as emoções de seu trabalho, segue forte rumo ao aprendizado e, consequente dúvida.