CORPSE TRENDHUNTER (2012)
Daniela Super Pop Sinner tem 18 anos e trabalha no berço da maior empresa de tecnologia do Brasil, em Chapada Diamantina. Seu principal objetivo no emprego é rastrear unidades imagecreatures que borbulham na rede e que se transformam de um segundo para o outro em memes, buzzes, quizzes, replies e I-kes. Sinner caça aqueles artistas responsáveis pela disseminação de partículas de informação geralmente materializadas na forma de algum produto idiota onde o usuário passaria muito tempo consumindo ou não fazendo absolutamente nada. Com isso ela pode rastrear carcaças elétricas e carne podre espalhadas em vários subníveis da rede. Daniela se autointitula corpse trendhunter e trabalha 17h horas por dia. Quando encontra um(a) dele(a)s, aplica logo a velha fórmula: investiga a vida do sujeito a fundo, até encontrar alguma relação imprópria (geralmente de cunho sexual). Compra os direitos sobre suas obras e coloca isso na grande nuvem financeira da rede e aguarda pipocar os primeiros compradores. Trocando em miúdos, ela é alguém que traça a atividade de outras pessoas baseado em rotas eletrônicas gravadas em programas-servidores \det\root espalhados por todo o país atrás de ideias. ‘Venda só o que as pessoas querem comprar’ (regra de ouro #1, de Daniela Sinner). E variações (igualmente douradas) como ‘invente seu desejo’ ou ‘roubar é a arte por trás da arte’. A exploradora de startups traga o cigarro e solta no ar três toróides tetradimensionais roliços. Mas não vemos um rosto. Não há um self. Não há nada.