GRETA (2013)


Greta rolava no último dígito feito um porco na lama. Era praticamente sua casa, seu chão. Quantas vezes ela havia se perdido ali? Não dá nem para imaginar; sua mobilidade entre-planos sempre garantiu que não fosse chamada para prestar contas. Partilho desse estratagema. Ela amortece um pouco mais dextrogiro e envelopa um pacote de informação retilíneo-congênita. Em sua nuca rugosa foi instalado um vórtex projetivo que mapeia suas próprias experiências em suportes diferenciados e distantes do mainstream. Essa roleta-rolante sempre deixou Greta nervosa como se estivesse se acidentando repetidas vezes na frente de todos.